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Bebê com dor de ouvido: e agora?

Não há nada pior para um pai e uma mãe do que ver que o seu bebê está sofrendo com dor de ouvidos. A infecção considerada mais comum, a otite, tem trazido um alerta aos médicos por se tornar cada vez mais recorrente. Para o otorrinolaringologista da Clínica São Lucas, Tjioe Tjia Sin, a exposição maior a poluentes ou alérgenos ou até o início das atividades em creche podem contribuir para que haja mais casos. Além disso, segundo o especialista, a falta de aleitamento materno ou a má alimentação também podem contribuir para o agravamento do caso. Mas é possível adotar algumas medidas para evitar as infecções, como nunca dar de mamar com o bebê totalmente deitado mas sim com uma inclinação de pelo menos 45 graus, evitar o uso de cotonetes (limpar somente com uma fralda na parte externa da orelha) e tentar manter o aleitamento materno no primeiro ano de vida, se possível.


Segundo o médico, há vários problemas que podem ser diagnosticados em crianças pequenas, desde malformações na orelha e na cavidade nasal, surdez congênita, infecções e até obstruções respiratórias, que causam roncos, por exemplo. Tjioe destaca a importância de procurar um especialista. “Os pais devem levar o bebê recém-nascido ou lactente ao médico otorrinolaringologista sempre que houver uma suspeita de alteração auditiva detectada pelo teste da orelhinha, realizado na maternidade, caso apresente qualquer desconforto respiratório ou apresentar casos repetidos de infeções respiratórias”, ressalta. A frequência das consultas depende do problema diagnosticado pelo especialista.

Nos casos em que as infecções de ouvido se tornam frequentes mesmo com as medidas de prevenção, o otorrinolaringologista deve pesquisar outras causas como alergias respiratórias (rinites) e até alimentares (principalmente ao leite de vaca), refluxo gastro-esofágico ou obstruções respiratórias.

Publicado em: http://www.asemana.com.br/bebe-com-dor-de-ouvido-e-agora/

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